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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Quando você foi embora - In memorian José Carlos Bittencourt

"Pai, eu vou bem, eu vou indo..."

Olhei ao meu redor, mesmo tão pequenino entendi o que acontecera. Pude ver a todos porém dei por falta de você. Então chorei

Ainda me lembro como vibramos com nossa seleção naquela Copa, mesmo na situação em que você se encontrava e eu sem noção do quanto aquele seu momento era delicado. Mamãe me poupou de te ver partir, e naqueles dias de férias da escola fiz a viagem que me isentaria de presenciar tal momento; no entanto tive que voltar naquele dia em que nosso time perdeu o jogo para a Argentina, saindo da Copa, enquanto sem eu saber você saia da vida.

Meus tios trouxeram-me para que me despedisse; seus amigos me confortaram dizendo que Papai do Céu cuidaria de mim a partir de então, e mesmo em sua despedida, só vim perceber o impacto daquele acontecimento quando chegamos em casa e você não estava.

Eu tive que prosseguir sem você. Restou-me a alegria de tê-lo comigo durante meus primeiros sete anos de vida e guardar no peito as lembranças do que vivenciamos juntos.

O tempo passou, e mediante tudo que passei eu muito venci. Estou cuidando de nossa rainha, da tia-avó e de nossas meninas (Diga-se de passagem que elas aumentaram nas gerações que seguiram após sua partida) mesmo tendo sido seu último rebento e ainda agreguei mais uma para fazer parte de nossa família. Estou fazendo o melhor que posso.

Fico feliz em saber o quanto sua fé cresceu e manifestou-se perante todos os que te acompanharam naqueles tristes dias. E por meio da minha creio que Deus o guardou para um dia, que tanto anseio, nos encontrarmos.

Tanto tempo já se foi desde aquele dia em que foi embora, mas o tempo não tirou você de mim, meu pai.

In memorian José Carlos Bittencourt, falecido em 24/06/1990

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Foi assim - Para Aline Bittencourt

Li o poema escrito por um amigo e atordoado fiquei. Apreciei em especial o verso; "Se dois lábios não podem se beijar, duas vidas enamoram-se pelo olhar". Por meio dele acabara de descobrir o que estava acontecendo comigo. Porque foi assim que tudo começou entre a gente.

Foi em uma igreja simples, num ambiente de muita agradabilidade no qual o amor em suas muitas formas se fazia presente que tudo aconteceu. Nos conhecemos diante de Deus que dentro de pouco tempo nos uniu e meio que tímidos demos os primeiros passos de nossa caminhada, dos quais ainda lembro com precisão os detalhes de uma música escrita acompanhada por um cd, do primeiro beijo, da timidez exposta nas mãos suadas, de uma certa borboletinha e das pelúcias, dos sorrisos, daquelas cartas, da companhia de nossos amigos caninos e do nosso saudoso cantinho do amor. Tudo na mais bela pureza de duas pessoas que estavam apenas se conhecendo.

E Nossa caminhada prosseguiu. Já não dáriamos um passo de nossas vidas sem o outro, por isso as alianças expressaram em frente ao mar e tendo acima de nós o céu que nos protege, o desejo de que fosse assim para sempre.

Até que enfim, chegou o dia em que de forma simples, como tudo em nossas vidas sempre foi cheio de singeleza e beleza sem par, com o céu e a terra por testemunhas, dissemos definitivamente sim.

E foi assim, que fiz você minha esposa, a namorada de ontem, hoje e sempre.

sábado, 9 de maio de 2015

Os braços de uma mãe - Para Eliene Bittencourt

Então, ela finalmente me tomara em seus braços. Isso no inicio da década de 80, sendo esta mãe de duas filhas, trazendo naquele dia dos pais um presente que seu esposo almejou; um filho do sexo masculino, tradicionalmente dito "um filho homem".
Não posso descrever a alegria que tomou conta de todos por motivos óbvios no que diz respeito a vida, sendo um bebê que acabara de chegar ao mundo. Todavia posso falar um pouco do que sinto, mesmo não podendo falar com exatidão dos sentimentos inexplicáveis que fazem parte de nós. Assim, sei que eles não ficaram ali, presos no tempo, mas seguiram por todos os dias de minha vida.
Porque ela me tomou em seus braços por todos os dias que vivi até agora. Mesmo quando já não tinha mais idade para isso. 
Senti isso lá no fundo quando papai acometido por um câncer nos deixou. Seguiu com muitas dificuldades que a vida lhe reservou, resiliente, não se curvou diante desta e nos criou com muita dignidade e fibra fazendo com que eu e minhas irmãs seguissemos seu exemplo e não nos curvassemos face às reveses que nós mesmos precisamos enfrentar.
E assim continuamos seguindo nossas vidas, mas não importa o tempo decorrido, eu ainda sinto você minha mãe, me carregando nos braços. 

Para Eliene Bittencourt

Foto: Arquivo de familia

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Eu escrevi um poema triste - Mario Quintana

"Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do Tempo,
Que ora nos traz esperanças
Ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!"

Em memória dos que perdi, alguns mesmo sem conhecer, vitimados pela violência que cerca nosso tempo.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Acreditar. E continuar acreditando.

"A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a familia, as amizades e os amores."
Lya Luft

A gente precisa continuar acreditando: apesar de tudo. Precisamos caminhar na direção contrária do vento e nadar contra a correnteza. Esperar quem sabe, que um dia eles posicionem-se ao nosso favor.
E se não acontecer? É preciso continuar acreditando ainda assim. Um tanto difícil se levarmos em consideração que os dias seguem mediocremente iguais. As histórias são as mesmas, mudando apenas os personagens. Talvez, em outros tempos elas fossem o cúmulo do absurdo, hoje já não surpreendem mais. O que era tido por anomalia, tornou-se comum e chega ser aceito como normal.

Como resultado de um contexto social desigualitário e desonesto, o cotidiano tornou-se agressivo, sujo e doentio. A credibilidade das pessoas diminuiu. O gesto simples de apertar as mãos tornou-se obsoleto e a "palavra de honra" perdeu o valor no nosso novo mundo. A vantagem pessoal supera qualquer limite de pudor e respeito. A violência crescente degradou cidadãos a condição de reféns do medo. Esse é um indicativo alardeante de falhas no social, da falta de políticas públicas e impotência de nossa justiça que resulta no drama da impunidade.

Nada nos restou perante a realidade ora descrita, se não acreditar e ansiar pela chegada de dias melhores . Porventuramente, teriam estes chegado a nós com a Copa do Mundo? Esta também tem dado o que falar, como se tudo mais não fosse o bastante na terra do futebol. E quando ela terminar? Já temos prevista a apresentação dos novos capítulos de uma antiga novela, com protagonistas de ontem e hoje declamando os discursos que tão bem conhecemos. Ocorre entretanto que o cenário nacional vem passando por mudanças, evidenciadas pela onda de protestos que surpreenderam o país acostumado a ver seus cidadãos "deitados eternamente em berço esplêndido". O que esperarmos então dessas eleições? Ou do futuro de uma forma geral?

É certo que esperamos o resplendor de uma nova aurora, mas em que acreditar?

Precisamos continuar acreditando: em nós mesmos. Que podemos seguir em frente. Confiando em nossas habilidades e talentos. No esforço empreendido para estudar e trabalhar, com a certeza absoluta de que vale a pena. Jamais nos arrependermos de nossa hombridade e pureza de caráter. Trilhar o caminho da honradez na formação de nossas famílias. Prezar pela lealdade e afeto nas relações pessoais. E fazer o bem a todos os que necessitam sem distinção.

Temos que acreditar, em gente como a gente. Unir as idéias, respeitar as opiniões e ajudarmo-nos mutuamente.

É preciso acreditar na vida. Ter fé em Deus que nos dá forças e motivações para continuarmos acreditando.

Eu acredito! Apesar de tudo.

Marcus Bittencourt

domingo, 11 de maio de 2014

Quando a festa terminar

É noite de carnaval, a euforia toma conta da cidade. Estou bem próximo da festa, não como folião mas em pleno exercicio de minhas funções como agente do Estado. Se não fosse por este motivo, certamente não teria outro para me fazer presente e por isso anseava muito pelo término da festa, a fim de que pudesse voltar logo para casa.
Encontro então um jovem conhecido, de orientação homossexual, que com seu jeito "alegre" pôs-se a conversar conosco e entre uma palavra e outra tomou conhecimento de minha fé cristã. Um tanto desconcertado, assumiu momentâneamente uma personalidade séria desculpando-se por qualquer brincadeira, revelou que sua mãe era cristã e por isso conhecia um pouco do Cristianismo respeitando a todos os seus adeptos. Respondi que estava tudo bem, pois respeitava sua opção e assim, acredito que o não tão valorizado como outrora, senso de respeito, teve naquele instante seu lugar de merecimento.
A noite segue e a chuva cai. Abrigado, faço uso de um smart-phone para acessar uma rede social, percebendo que em plena madrugada minha mãe publica uma postagem. Me espantou o fato em razão da hora já bem avançada, por isso comentei com meu companheiro de trabalho sobre como ela ainda podia estar acordada. Perguntou-me o que eu queria afinal, se estava trabalhando, o que certamente seria o motivo para esta ainda não ter repousado. Escrevo indagando-a e ela me confirma tal pensamento, alegando permanecer acordada para velar por minha vida. Que palavras posso ter para descrever o significado disto? Ela pergunta se estou bem e diante de uma resposta afirmativa diz que vai então dormir um pouco.
A natureza deste ato me encheu de felicidade. Mas bem próximo de mim havia alguém cujos olhos revelavam um sentimento adverso, parecia perdida, estava arrasada por uma noite que deveria ser no minimo divertida.
Tratava-se de uma jovem cujos sentidos afetados pelo álcool, acabara de vivenciar uma relação cujo envolvimento não mais se deu além do que sexo. Restou-lhe a volta para casa, amargurada e levando sobre si o peso humilhante da culpa pelo ato impensado.
Tudo isso aconteceu em uma noite de carnaval.
Pode até parecer que esteja atrasado, tendo em vista de que o carnaval já é assunto passado e a "bola da vez" é a copa do mundo de futebol no Brasil. Mas minha abordagem na verdade não é sobre esta festa influente (podendo esta ser substituida por outra qualquer), e sim sobre quem somos ou como voltamos para casa ao seu final.
Meu serviço terminou e eu voltei para casa. Retornei com o respeito que desejo, feliz pela importância que tenho diante dos que para mim são importantes e com leveza na alma por não cometer nada que pudesse me arrepender amargamente.
Conscientemente precisamos saber que toda festa tem começo e fim. Nos preparamos para o início, será que estamos preparados para quando ela terminar?

Marcus Bittencourt

Imagem: http://juniorleal.flogbrasil.terra.com.br/foto18009585.html

sábado, 1 de março de 2014

O novo que se revela

"...sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outros amores. E outras pessoas. E outras coisas”.

As palavras enunciadas pela famosa escritora Clarice Lispector indicam uma verdade absoluta, testemunhada por todo ser que vive e evidenciada pela caracteristica de prossecução da vida.
Diz ainda um velho ditado que a vida é como uma caixa cheia de surpresas. E é no decorrer desta que vamos nos surpreendendo com o prazer de descobrir e desfrutar.
Estou vivenciando o novo...
Novos dias, em outra casa, com uma nova pessoa*.
As manhãs não são as mesmas de antes, nem mesmo as noites.
O vento pode ser o mesmo que sopra em qualquer lugar, mas não as janelas.
O balanço da rede e o aconchego do sofá.
A vista e o som diversificado das águas do mar, o balanço das árvores e o canto dos passáros.
Carinho e cuidado que nunca me faltaram, mas agora vivenciados de uma forma diferente.
Novas responsabilidades.
Hoje tudo é novo, até o dia de amanhã.
E amanhã começa tudo de novo. 
Novas possibilidades e outras experiências, e outros, e mais outras, e tantos e tantas...
E comicamente, a vida em sua forma ciclica nos fazendo vivenciar tudo de novo.
Que Deus nos abençoe com o novo que se revela a nós cotidianamente.

Um Abraço!

* Quase três meses de casado

Fonte imagem: http://marisabuzios.blogspot.com.br

domingo, 20 de outubro de 2013

Recordações

Não faz muito tempo!
Foi apenas ontem
e por isso ainda lembro.

Lembro de todos os que me amaram primeiro,
dos que perdi ao longo do caminho
e recordo quando outros chegaram.

Lembro da pequena avenida e seus moradores,
um canto qualquer do mundo
mas inigualável por ser nosso.

Lembro das brincadeiras de criança,
quando não existiam tablets e notbooks
Orkut, Twitter ou Facebook.

Lembro das praças e suas árvores,
da beleza intensa dos flamboyants e graxeiras,
da grama e areia substituídas pelas modernas calçadas.

Lembro do mar tranquilo,
dos passeios de barco, pescarias e regatas,
além dos banhos e dos mergulhos da velha ponte.

Lembro dos barulhos de carros,
dos violões e vozes nas madrugadas,
e dos campeonatos de futebol nos fins de semana.

Lembro dos mercados e lojas que já não existem,
das barraquinhas azuis onde se vendiam doces
e do cheiro de chocolate da extinta fábrica.

Lembro dos velhos amigos,
dos quais alguns ainda estão aqui
e outros de alguma forma tiveram que partir.

Lembro das canções de outrora,
sucessos nas rádios de ontem
e marcantes até os dias de hoje.

Lembro dos sucessos hollywoodianos
dos quais não se produzem mais
e da velha guarda de atores imortais.

Lembro de muito mais!
Porque não faz muito tempo,
tudo isso aconteceu ontem.

Baseado em memórias da minha infância.

Imagem: http://neuruece.blogspot.com.br/2011/11/um-salao-de-recordacoes-que-voce-mesmo.html

sábado, 5 de outubro de 2013

O dia de Deus - Autor desconhecido

Há dois dias na semana com os quais nunca me preocupo, dois dias descuidados que guardo secretamente livres do medo e da apreensão. Um desses dias é o Ontem. O Ontem com todos os seus cuidados, angústias, sofrimentos e dores, todas as suas falhas, seus erros e tropeções, passou para sempre e não posso chamá-lo de volta. Ele era meu, agora é de Deus.
O outro dia que não me preocupa é o Amanhã. Amanhã, com todas as suas possíveis adversidades, fardos e perigos, sua grande promessa e desempenho, seus fracassos e erros, está tão além do meu domínio quanto seu irmão morto, o Ontem. O Amanhã é o dia de Deus, será meu. Resta para mim, então, só um dia da semana, o Hoje. Qualquer um pode enfrentar as batalhas do Hoje. Qualquer mulher pode carregar os fardos de um só dia; qualquer homem pode resistir as tentações do Hoje. Só quando deliberadamente acrescentamos os fardos dessas duas terríveis eternidades, Ontem e Hoje, fardos que só o Deus Todo-poderoso pode carregar, é que desfalecemos.
Não é a experiência do hoje que deixa as pessoas exasperadas. É o remorso do que aconteceu ontem e o medo do que o amanhã pode trazer. Estes são dias de Deus, deixe-os com ele.

Autor desconhecido

Fonte: Texto extraído do livro Não sabíamos que eram anjos de Doris W. Greig
Imagem: Amanhecer visto do Farol da Barra em Salvador (Arquivo pessoal)

terça-feira, 23 de julho de 2013

Estes dias

Há dias que vivenciamos dos quais simplesmente não conseguimos achar graça em nada ou em ninguém.
O mundo deixa de ser redondo, se torna chato.
Nossas expectativas desaparecem de nossas mentes como se nunca tivessem sequer existido.
E o que nos faz felizes parece ter perdido este poder repentinamente.
Então tentamos remediar de alguma forma com um certo ar de positivismo que aparenta surtir efeito, mas com pouca duração.
Compreendemos então que não há como remediar, apenas esperar.
O tempo vai passar e com ele esta sensação anormal que modificou por algum tempo a nossa rotina.
Os dias passam, alguns voando e outros se arrastando.
Que me passem logo estes dias.

Marcus Bittencourt

Imagem: http://pensandout2.blogspot.com.br/2010/07/reprises-citacoes-soltas-e-talvez.html

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Eu creio - Frases de Personagens Célebres

Eu creio em mim mesmo.
Creio nos que trabalham comigo, creio nos meus amigos e creio na minha família.
Creio que Deus me emprestará tudo que necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançar com meios lícitos e honestos.
Creio nas orações e nunca fecharei meus olhos para dormir, sem pedir antes a devida orientação a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam no que eu acredito.
Creio que o triunfo é resultado de esforço inteligente, que não depende da sorte, da magia, de amigos, companheiros duvidosos ou de meu chefe.
Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar.
Serei cauteloso quando tratar os outros, como quero que eles sejam comigo.
Não caluniarei aqueles que não gosto.
Não diminuirei meu trabalho por ver que os outros o fazem.
Prestarei o melhor serviço de que sou capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida, e sei que o triunfo é sempre resultado do esforço consciente e eficaz.
Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que às vezes ofendo os outros e necessito de perdão.

Mahatma Gandhi

Mohandas Karamchand Gandhi mais conhecido popularmente por Mahatma Gandhi (do sânscrito "Mahatma","A Grande Alma") nasceu no dia 2 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar, naÍndia ocidental. Foi o idealizador e fundador do moderno Estado indiano e o maior defensor do Satyagraha (princípio da não-agressão, forma não-violenta de protesto) como um meio de revolução.[1]

O princípio do satyagraha, frequentemente traduzido como "o caminho da verdade" ou "a busca da verdade", também inspirou gerações de ativistas democráticos e anti-racismo, incluindo Martin Luther King Jr. e Nelson Mandela.


Referências

Poema: http://pensador.uol.com.br/frase/MjY1NzE/
Biografia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Portrait_Gandhi.jpg
Imagens: http://communioscj.files.wordpress.com/2012/10/eu_creio.jpg
               http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Portrait_Gandhi.jpg


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Deus Decepção - Neimar de Barros

Paz seja com todos!

Um amigo me pergunta:
- Como é Deus pra você? Ele é velho, é novo? É branco, Negro? Como são seus olhos?
Respondo:
- Deus não tem aspecto físico definido!
- Mas como você o imagina?
- Simplesmente não imagino, conheço Deus pelo que ele me mostrou ser. Seu caráter e personalidade é o que ele desejou revelar. E a cada dia aprendo um pouco mais sobre ele, para não correr o risco de me surpreender.
NEM SEMPRE AQUILO QUE IMAGINAMOS É O QUE REALMENTE VEM A SER.

Deus Decepção - Neimar de Barros

"Eu,
Cheio de preconceitos,
Racista!
Eu,
Com falsos conceitos,
Neo – nazista!
Eu,
Detestando pretos.
Eu, sem coração...
Eu,
Perdido num coreto
Gritando: “ – Separação!”
Eu,
Você,
Nós...nós todos,
Cheios de preconceitos,
Fugindo como se eles carregassem lodo
Lodo na cor... E com petulância,
Arrogância,
Afastando a pele irmã.
...Mas
...Eu estou pensando agora:
E quando chegar minha hora???
Meu Deus, se eu morresse amanhã,
De manhã???
Numa viagem esquisita,
Entre nuvens feias e bonitas,
Se eu chegasse lá?
E um porteiro manco,
Como os aleijados que eu gozei,
Viesse abrir a porta,
E eu reparasse sua vista torta,
Igual aquela que eu critiquei?
Se sua mão tateasse pelo trinco,
Como as mãos do cego que não ajudei?
Se a porta rangesse,
Chorando os choros que provoquei?
Se uma criança me tomasse pela mão,
Criança como aquela que não embalei...?
E me levasse por um corredor florido,
Colorido,
Com as flores que eu jamais dei?
Se eu sentisse o chão frio,
Como dos presídios que não visitei?
Se eu visse as paredes caindo,
Como das creches e asilos que não ajudei?
...E se a criança tirasse corpos do caminho,
Corpos que não levantei
Dando desculpas que eram bêbados, mas eram epiléticos,Que era vagabundagem, mas era fome.

Meu Deus!
Agora me assusta pronunciar seu nome!
E se mais pra frente a criança cobrisse um corpo nu,
Da prostituta que usei,
Que raiva, que desespero,
Se visse o mecânico, o operário,
Aquele vizinho, o maldito funcionário
E até, até o padeiro,
Todos sorrindo não sei de quê...
Ah! Sei sim, riem da minha decepção.
Deus não está vestido de ouro,
Mas como???
Está num simples trono.
Simples como não fui,
Humilde como não sou.
Deus decepção!
Deus na cor que eu não queria,
Deus cara – a – cara, face – a – face
Sem aquela imponente classe
Deu simples! Deus negro!
Deus negro!
E eu...racista,
Egoísta,
E agora???
Na terra só perseguir os pretos,
Não aluguei casa, não apertei a mão.
Meu Deus você é negro, que desilusão.
Será que vai me dar uma morada?
Será que vai apertar minha mão?
Que nada!
Meu Deus você é negro, que decepção! Não dei emprego, virei o rosto
E agora? Será que vai me dar um canto,
Vai me cobrir com seu manto?
Ou vai me virar o rosto no embalo da bofetada que dei???
Deus, eu não podia adivinhar,
Porque você se fez assim?
Porque se fez preto,
Preto como o engraxate,
_Aquele que expulsei da frente de casa.
Deus, pregaram você na cruz
E você me pregou uma peça,
Eu me esforcei a bessa
Em tantas coisas, e cheguei até a pensar em amor,Mas nunca, nunca pensei em adivinhar sua cor!

Neimar de Barros. produtor, redator e diretor.
Teve passagem marcante pelo Programa Silvio Santos, durante décadas, onde produziu e dirigiu grandes sucessos. Foi dele, por exemplo, a ideia dos quadros Cidade contra Cidade e Boa Noite Cinderela
Ateu convicto, converteu-se ao Cristianismo Católico e escreveu vários livros dentre eles o Best-Seller Deus Negro. Morreu em maio deste ano.


domingo, 12 de agosto de 2012

Deus é Pai - Pe. Fabio de Melo

Paz seja com todos!
Parabéns a todos os pais pelo vosso dia. Compartilho este poema de autoria do padre Fabio de melo, que mostra o amor e cuidado do Pai Celestial por meio da paternidade humana. Abraços.

"Quando o sol ainda não havia cessado seu brilho,
Quando a tarde engolia aos poucos
As cores do dia e despejava sobre a terra
Os primeiros retalhos de sombra
Eu vi que Deus veio assentar-se 
Perto do fogão de lenha da minha casa
Chegou sem alarde, retirou o chapéu da cabeça
E buscou um copo de água no pote de barro
Que ficava num lugar de sombra constante.
Ele tinha feições de homem feliz, realizado
Parecia imerso na alegria que é própria
De quem cumpriu a sina do dia e que agora
Recolhe a alegria cotidiana que lhe cabe.
Eu o olhava e pensava: 
Como é bom ter Deus dentro de casa!
Como é bom viver essa hora da vida
Em que tenho direito de ter um Deus só pra mim.
Cair nos seus braços, bagunçar-lhe os cabelos,
Puxar a caneta do seu bolso 
E pedir que ele desenhasse um relógio
Bem bonito no meu braço
Mas aquele homem não era Deus,
Aquele homem era meu pai
E foi assim que eu descobri 
Que meu pai com o seu jeito finito de ser Deus
Revela-me Deus com seu
Jeito infinito de ser homem."


Fábio José de Melo Silva, mais conhecido como Padre Fábio de Melo, (FormigaMG3 de abril de 1971) é um sacerdote católicoartistaescritorprofessor universitário e apresentador brasileiro.






Imagem: http://www.provasdeamor.com/agradecimento/agradecimendo_de_filho_para_o_pai.html

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A gente se Acostuma - Marina Colasanti

Paz seja com todos!


"Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. 

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."


Marina Colasanti


Fonte: http://www.releituras.com/mcolasanti_eusei.asp

Imagem: http://movimentogritodajuventude.blogspot.com/2009/11/eu-sei-mas-nao-devia.html

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Vida - Por Charles Chaplin

Paz seja com todos!
“Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis”.
Já fiz coisas por impulso, 
Já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, 
Já dei risada quando não podia, 
Já fiz amigos eternos,
Já amei e fui amado, mas também já fui rejeitado,
Já fui amado e não soube amar.
Já gritei e pulei de tanta felicidade, 
Já vivi de amor e fiz juras eternas, mas "quebrei a cara" muitas vezes!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, 
Já liguei só pra escutar uma voz, 
Já me apaixonei por um sorriso,
Já pensei que fosse morrer de tanta saudade e... ...tive medo de perder alguém especial 
(e acabei perdendo)! Mas sobrevivi!
E ainda vivo!
Não passo pela vida... 
e você também não deveria passar. Viva!!!
Bom mesmo é ir a luta com determinação, 
Abraçar a vida e viver com paixão,
perder com classe e vencer com ousadia,
Porque o mundo pertence a quem se atreve 
E
A VIDA É MUITO 
para ser insignificante" 


Charles Chaplin

sábado, 4 de dezembro de 2010

Desiderata (Aspiração) - Por Max Ehrmann

Paz seja com todos!

"Siga TRANQUILAMENTE o seu caminho, entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio. Tanto quanto possível, sem se humilhar, mantenha-se em bons termos com todas as pessoas.


Fale a sua vontade, mansa e claramente, e ouça a dos outros, mesmo a dos insensatos e a dos ignorantes, pois eles, também têm a sua história.

Se você se comparar com os outros, acabará se tornando presunçoso ou magoado, pois sempre encontrará alguém superior ou alguém inferior a você.

Desfrute as suas realizações bem como os seus planos. Mantenha-se interessado em sua carreira - ainda que humilde - pois ela é um ganho real, na sorte mutante do tempo.

Tenha cautela nos negócios, porque o mundo todo está cheio de astúcia, mas não se torne cético, porque a virtude existirá sempre.

Muita gente luta por altos ideais e por toda a parte, a Vida está cheia de heroísmos. Seja você mesmo! Principalmente não simule afeição nem seja descrente do AMOR, porque, mesmo diante de tanta aridez e desencanto, Ele é tão eterno quanto à relva.

Alimente a força do espírito que o protegerá no infortúnio inesperado, mas não se desespere com perigos imaginários.

Muitos temores nascem de grandes ilusões, e a despeito de sua disciplina rigorosa, seja gentil para consigo mesmo.
...você merece estar aqui, e quer se aperceba disso ou não, o Universo continua se revelando, inexoravelmente, como se deve.

Portanto, esteja em PAZ com DEUS, ... e quaisquer que seja seus trabalhos e aspirações, na tremenda confusão da Vida, mantenha-se em PAZ com sua própria consciência. Apesar de todas as falsidades, de todas as fadigas e desencantos, o Mundo ainda é Maravilhoso. SEJA PRUDENTE.... LUTE PARA SER FELIZ ! ! ! A FELICIDADE NÃO É UMA DÁDIVA DO DESTINO."


Max Ehrmann

sábado, 20 de novembro de 2010

Quem sou? Quem és?

Paz seja com todos!
E aí gente, como vão? Compartilho com vocês outra poesia de minha autoria. Datada de 06 de Abril de 2007 ela é pequena e bastante simples. Dedico este escrito a minha colega Emanuela e a todos os que não se deixam manipular a consciência, mas buscam conhecer DEUS como verdadeiramente é, mesmo com as grandes mentiras sobre ele produzidas ou com as verdades acerca dele escondidas (Ah! Cristianismo moderno). Todo dia a gente conhece mais um pouquinho dele minha amiga, continue buscando.


Quando alguém perguntar
quem eu sou,
perguntarei se sabe
quem tu és.

Falar de mim,
é falar de ti.
Porque existo?
Para que vivo?
Quem sou?
A explicação está em ti,
o DEUS que me criou?

domingo, 25 de abril de 2010

As vezes ou sempre!

Às vezes não sei o que querer.
Eu quero agora o silêncio,
depois talvez o barulho.
Às vezes quero o sol aquecendo e iluminando o dia,
talvez depois a chuva com o frio para um dia de meditação.
ÀS vezes quero que não termine o dia
outras almejo logo pelo chegar da noite.
Às vezes me sinto velho sem ter muito prazer nos meus dias,
mas bom mesmo é quando me sinto um menino no vislumbre pelo inicio de uma looonga vida.
Às vezes quero não falar a não ser ouvir, pensar e sonhar,
mas outras liberar minhas palavras sem mesmo meditar ou exitar.
Às vezes sou eu mesmo do jeitinho especial que ninguém mais tem,
e outras vezes me perco sem me entender precisando me reencontrar pra novamente ser eu.
Às vezes...
Às vezes sim e as vezes não.
O importante mesmo não é o que queremos ou somos às vezes mas quem somos ou queremos sempre.
Sempre...
o amor de Deus presente a nos abraçar por todos os momentos, fazer parte de uma familia unida não só por sangue mas por laços de carinho,
o cuidado de uma amizade sincera que cultivamos no desejo do eterno perdurar,
ter alguém especial para amar a quem desejamos do nosso lado eternamente.
Sempre...
a honestidade não vendida
a humildade jamais perdida
o zelo não ignorado
e uma integridade não abalada
Sempre... o
 prazer de ouvir aquelas canções que falam um pouco sobre mim,
a emoção de ver fotos relembrando o que marcou os dias passados,
escrever mesmo sem saber para expressar o que carrego dentro de mim,
e nadar contra a maré do conformismo que não nos deixa entender o que é viver.
Enfim sempre... ser ou ter o que me faz ser eu!
Sempre... EU! Eu mesmo, sendo ou tendo o que SEMPRE me faz feliz assim!

Marcus Bittencourt

segunda-feira, 12 de abril de 2010

A vida é como a enxergamos! (Poesia)

Paz seja com todos! Compartilho uma outra poesia que escrevi a alguns anos, sendo que fiz alguns acréscimos para pública-la e mais uma vez peço perdão por qualquer erro, pois não conheço muito as regras para se fazer uma poesia, poema e etc. Sou apenas AMADOR. Um abraço.

A vida é como a enxergamos!

Quão bom é acordar
com os pássaros a cantar,
louvando o Criador.
As flores a desabrochar
e nossas vidas renovar,
com seu precioso odor.

Contemplar o mar
e se perder na sua imensidão,
ir em direção ao horizonte
e com as nuvens voar.
No céu o sol a brilhar
nos traz iluminação.

Então o dia se vai
e a lua toma o seu lugar
Bonita, a grande rainha
não está sozinha,
as estrelas fazem-lhe companhia.

E se a chuva cai
a beleza não se esvai,
é parte da alegria.

Por tudo isto e muito mais
certamente que mui bela é a vida,
é triste alguém para ela não atentar
depende dos olhos de cada um
pois sempre será como nós a quisermos enxergar.

Marcus Bittencourt

sábado, 27 de março de 2010

Eu, o relógio e o tempo (POESIA)

Paz seja com todos! Falando na última postagem sobre o tempo, achei nos meus arquivos uma poesia que fiz no dia 12/04/2007, aproveito para compartilhar a mesma com vocês. Por favor não reparem pois não sou nenhum poeta profissional, mas acho que dá pra o gasto (RISOS).

EU, O RELÓGIO E O TEMPO

Olhei o relógio,
ele estava trabalhando
e o tempo passando.

Lembrei-me que um dia meu relógio parou,
ainda assim,
o tempo passou

A vida é breve,
o tempo não para e a gente cresce,
passam os dias e a gente envelhece.

O tempo passa, seguimos nossa estrada
e um dia o tempo para
quando termina nossa jornada.

Feliz estarei
pois bom é saber
que meu tempo aproveitei.
Que segui meu caminho
com emoção,
e o mais importante
com Deus no coração.

Marcus Bittencourt

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