segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Escrito para Lyah

Minha mãe me disse por estes dias que eu deveria voltar a escrever com mais frequência. Estou por aqui, com a vida mais dinamizada, encarando desafios, lidando e me refazendo de desventuras, preso as minhas responsabilidades que outrora não existiam e tentando (apenas tentando) andar mais devagar, praticamente sendo atropelado pela fugacidade de nosso tempo, mas continuo com a pena habilidosa da minha destra.

O que escrevi um dia não se perdeu no tempo, foi transportado como folhas no vento aos corações dos que leram minha essência, presente nas reflexões das palavras escritas com boa vontade.

Minha escrita traz a letra que se escreve corretamente ou ao avesso, o poema não declamado, a canção não gravada, a poesia que faz rir ou chorar, as histórias que vivi, o conto das "estórias" que me contaram, o pensamento que faz refletir, os fragmentos dos livros que li e as sagradas palavras transmissoras da minha fé.

Escrevo com muito amor e respeito, como quem olha um prisma por seus diversos ângulos, mas não com medo de expressar e opinar. Que me perdoem por muitas vezes escrever sem descrever, não dando a clareza da minha expressão, mas não se trata de rodeios, fuga ou ambiguidade, entendam apenas como um drible na censura para fazer chegar a compreensão dos destinatários. E todos podem ser, pelo menos convidados são. 

Se possivel vou fazer meu leitor me amar ou talvez sem causa me odiar. Leia-me nas entrelinhas, além do literal, siga pelo caminho da imaginação e dos sonhos, onde nos damos asas para voar e construímos castelos. O meu pensamento tem inspiração divina ou por vezes apenas idéias nascidas de uma mente humana originada por um mentor-mor.

Hoje escrevo para Lyah (minha mãe). Escrevo também para você.

P.S. Imagem criada com IA

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