Mostrando postagens com marcador Sociedade / Polêmica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociedade / Polêmica. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

The Noite especial de Natal - Danilo Gentili entrevista Pd. Antonio Maria, Pd. Basílio e Pr. Ed Renê Kivitz

Muito interessante e realmente proveitoso. Assistam e tirem suas conclusões.

Danilo Gentili bate um papo do bem com três líderes cristãos. O Padre Antonio Maria, da Igreja Católica Romana, o Pastor Batista ED René Kivitiz e o Padre Basílio da Igreja Ortodoxa Grega.

Imagem: http://noticias.gospelmais.com.br
Vídeo: http://youtube.com

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Voto consciente. O que é? ...ou seria o que penso.

A corrida oficial por ele começou a quase três meses e termina este fim de semana. As propagandas que interrompem a programação normal dos principais meios de comunicação, os debates acirrados com apresentação de propostas e provocações, bem como todas as formas marketeiras possíveis, são as armas dos candidatos a um cargo público na busca pelo precioso voto do eleitor.

Tenho que fazer referência ao fato lamentável da morte de um candidato a presidência da República em inicio de campanha, com respeito pela dor de sua família, amigos e dos que o conheciam bem ou mesmo o seu trabalho, sem passar disto por não encontrar-me em nenhuma das condições citadas. Como esperado, alguém o substituiu e está em boa situação diante das famosas pesquisas eleitorais que antecedem o momento decisivo da eleição e a maratona continua.

Os holofotes e câmeras estão todos voltados para eles, estando do lado inverso os eleitores compostos por anônimos e famosos que possuem o principal bem de interesse eleitoral ou mesmo eleitoreiro dos candidatos.

E o que dizer dele? Do voto? Asseverar que este é pessoal e todo cidadão deve ter plena consciência de sua escolha, a qual será expressa na urna em dia de votação.

Infelizmente, a garantia do direito a escolha de nossos governantes e representantes é um fato contraditório em nosso país, tendo em vista do voto ser obrigatório. Uma vez que seja meu direito, porque não posso optar pela não votação se este for o meu desejo? Por que perder tempo com deslocamento para os postos, simplesmente para anular ou votar em branco? Penso que isto deve ser revisto no Estado Democrático de Direito. Mas é válido recordar que independente da imposição legislativa, as escolhas pessoais de qualquer eleitor não devem sofrer condições determinantes de qualquer natureza, implicando isto em restrição da liberdade de consciência do individuo.

Nosso contexto histórico mostra o coronelismo presente em diversas épocas, representado por muitas facetas e adequando-se aos tempos e os meios. Algumas dentre as variantes formas de apelo atuais são sorrateiras e praticamente impositivas ao eleitor. A maioria delas estão ligadas a conceitos filosóficos e religiosos, ao partidarismo obsessivo, interesses comerciais ou financeiros e até mesmo aos laços sentimentais de amizade ou familiares. Votar de forma consciente é ter a plena certeza de que nossas escolhas estão ligadas a nossa vontade e alheia a esses e outros "cabrestos" dissimulados.

A escolha de nossos governantes e representantes está diretamente ligada ao futuro da nação. Este domingo próximo irá influenciar em muito das nossas vidas pelos próximos quatro anos. Por isso, pensemos bem e coloquemos o interesse coletivo acima de nossas concepções ideológicas e religiosas. Que nossa vontade supere as promessas particulares a fim de não fazermos do nosso voto moeda de troca. Deixemos a cegueira causada pelo partidarismo que beneficia um grupo de políticos que muitas vezes não contemplam nossos anseios e necessidades reais na condição de povo brasileiro. Votemos na opção por nós desejada sem que esta tenha sido escolhida em verdade por alguém que muito estimamos. Se as opções não nos agradam e nem seja nosso interesse optar entre elas, fazer parte do percentual de votos brancos e nulos é uma alternativa. Manifestemo-nos nas urnas de algum modo, contanto que seja realmente nossa voz e nosso grito expressando a predominância de nossa vontade.

Façamos portanto uma análise critica e profunda das propostas de cada candidato, votemos conscientemente e que Deus nos abençoe em nossas escolhas.

Um abraço

Marcus Bittencourt

Imagem: Google Images

quarta-feira, 16 de julho de 2014

A "copa das copas" termina em fracasso, vexame e uma boa lição

Por  
Eu já li algumas crônicas sobre o maracanaço, ficava me perguntando como seria a dor de perder uma Copa do Mundo em seu próprio país, para minha decepção agora sei como é, e pior, sem ver minha seleção jogar. O chocolate que a seleção alemã impôs à seleção brasileira deixa uma lição, e por incrível que pareça, pouco tem haver com futebol. A derrota de 7 x 1 que levamos no Mineirão é apenas um reflexo daquilo que estamos plantando no Brasil.
O “jeitinho brasileiro”

O “jeitinho brasileiro” foi enaltecido, a malemolência, a malandragem e a busca da vida fácil onde se ganha muito dinheiro trabalhando pouco, o sonho de todo brasileiro. Sempre achei estranho que um dos maiores orgulhos do brasileiro ser a capacidade de se dar bem. Nós, brasileiros, ajudamos a enaltecer a imagem do malandro carioca, do baiano preguiçoso e tantas outras imagens que enfraquecem e escondem a grandeza do nosso povo.

A ilusão de que é possível alcançar objetivos sem planejamento

A Copa do Mundo foi anunciada que seria no Brasil em 2007, ou seja 7 anos antes do mundial. De lá para cá a euforia tomou conta do país, os políticos prometeram o céu aos brasileiros. E cada vez que aparecia um aumento de orçamento, um novo atraso, cancelamentos de obras e etc, sempre vinha alguém e dizia “no fim dará tudo certo, basta acreditar”. Sempre que alguém criticava as obras da Copa ou a seleção, logo era chamado de pessimista, que não era patriota e que deveria então sair do país.

Nosso vexame começou muito antes. Gastamos R$ 35 Bilhões e só conseguimos terminar os estádios, e mesmo assim a apenas 15 dias do mundial. O trem bala não chegou, os metrôs não chegaram, a mobilidade urbana não veio, continuamos sem hospitais e aeroportos. Ou seja, o tal legado da copa foi para as cucuias.
Da mesma forma a nossa seleção se preparou para a copa, ou seja, de qualquer jeito. O clima de oba-oba tomou conta, afinal, a copa era aqui e somos o país do futebol. A cada jogo da seleção, os jogadores ganhavam folga e iam para casa, o que parecia nos noticiários era muita alegria e pouco treinamento.

Mas isso não se resume apenas às obras do mundial ou à preparação da seleção, tem muito a ver com aquilo que estamos fazendo com nosso país. Estupidamente tentamos transformar nossas escolas em parques de diversões, de norte a sul do país vemos “educadores” dizendo que educação não combina com cobrança, seriedade. Que a escola deve ser um lugar de diversão e não de sofrimento. Estamos facilitando que alunos sem condições avancem sem esforços e a consequência é que se formam sem nada saber.

 O que nossa seleção passou hoje no Mineirão é o reflexo do que estamos fazendo com as gerações futuras, fizemos uma seleção que sabíamos que não tinha condições acreditar que poderia e da mesma forma estamos fazendo nossas crianças e jovens acreditarem que poderão ser bem sucedidos na vida sem esforços e conhecimento. Ficamos estatelados ao ver o Brasil despencando nos índices de educação, ao ver nossas faculdades despencando nos rankings mundiais, nem mesmo perto da América do sul nossa situação é confortável. Mas assim como fizemos com a seleção, preferimos não ver, preferimos acreditar que mesmo fazendo tudo errado o resultado será bom. A diferença é que os jogadores desta seleção carregará este péssimo resultado, mas de certa forma possuem suas vidas ganhas, ao contrário de nossa juventude que graças a um conjunto de mentiras e ilusões está sendo jogada em um abismo que pode não ter volta. Afinal, como já diziam os antigos, não pode um pé de jamelão produzir morangos.

A lição alemã

Da mesma forma que podemos associar o fracasso da seleção brasileira ao modelo que vigora em nosso país e ao espírito carregamos, podemos associar o sucesso alemão com o modelo que eles seguem e o espírito que carregam.

O alemão é um povo chato, diz o brasileiro, sem graça, sem alegria. Mas o que o brasileiro não vê é que por trás da seriedade alemão existe um comprometimento com tudo que eles se pretendem a fazer e a alegria e a festa só vem depois de alcançarem os objetivos e nunca antes.

A Alemanha possui uma história dura, e comparada ao Brasil deveria estar muito pior que nós, o país foi destruído há 69 anos atrás com o fim da II Guerra Mundial e até 1989 viveu uma terrível tensão, tendo o país dividido por um muro. A seriedade alemã é compreensível ao se olhar sua história. Mesmo assim tiveram força e em momento algum procuraram “amolecer o sistema” ou relaxar as cobranças, muito pelo contrário, a seriedade na formação das novas gerações construíram um país forte e a maior potência européia da atualidade e isso se reflete nesta seleção alemã. Vale lembrar que a Federação Alemã possui uma belíssima parceria com as escolas do país e metade dos jogadores desta seleção foram descobertos nas escolas daquele país sério e sem graça.

Durante o mundial, mesmo muito descontraídos, os alemães não perderam o foco em momento algum, se isolaram no sul da Bahia, e não entravam no clima de oba-oba após cada vitória. Treinavam sério dia após dia sob o sol do meio-dia da Bahia e estudavam duro cada adversário e entre um compromisso e outro apareciam uma foto ou um comentário em uma rede social, mas sem muita empolgação.

Se fica uma lição disso tudo é que precisamos aprender levar as coisas a sério, há um velho ditado que diz: “quem vai buscar, leva saco”, é preciso estar preparado para alcançar aquilo que se almeja. Da mesma forma que não vencemos esta copa sem treinar duro e seriedade, também não teremos futuro se não mostrarmos aos brasileiros de amanhã que sim, a vida é dura e o peixe é de quem o pesca. Enquanto formarmos pessoas acostumadas a receber elogios e nunca serem cobradas, enquanto formarmos gerações que não sabem o peso das conseqüências das nossas escolhas e que nunca podem ser contestadas, iremos colecionar fracassos e os fracassos do futebol será os menores e menos importantes.

É duro ver o Brasil nesta situação, e não falo de futebol. Este é nosso menor problema, sinceramente, somos uma fábrica de craques e não será difícil voltar a vencer e levantar a cabeça, desde que façamos o dever de casa, é claro.

Minha maior dor como brasileiro é ver que após esta derrota vergonhosa, também não temos um sistema de ensino decente, não temos uma saúde decente, não temos segurança, nossa economia patina e não conseguimos ver um Brasil melhor se continuarmos como estamos.

Temos agora a oportunidade de aprender com esta derrota, melhorar de vez o Brasil e deixar a diversão e a festa somente para depois das obrigações e não antes delas. Afinal, a derrota ensina mais que a vitória e esta é uma bela oportunidade de aprender, mas aprender  com quem faz direito, olhar para os melhores e fazer como eles e não nos espelhar em fracassados.


A Copa das Copas terminou em fracasso para nós, dentro e fora dos estádios. Ficamos sem nada, nem mesmo a alegria nos sobrou. Fica apenas as lições, que espero que sejamos capazes de aprender.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Tese de Dourorado - Tema: Preguiça Baiana???

Não é de agora que muitas piadas são feitas com relação ao povo baiano no que corresponde a uma inverdade amplamente difundida e aceita pela maioria ignorante, a qual afirma categoricamente que o baiano é preguiçoso. Recentemente o vocalista da banda J Quest, Rogerio Flausino, pronunciou palavras em um show realizado em Salvador que denotavam essa ideia absurda e preconceituosa, revoltando os presentes e posteriormente a todos os informados do ocorrido. Lamentável que após tanto tempo, com tanta informação e avanços do presente século, ainda temos pessoas a pensarem de forma tão pequena e tola.
Para o Rogerio e tantos outros que pensam assim, compartilho esta tese de doutorado que conheci a alguns anos por meio de meu professor Durval Filho, ela foi desenvolvida pela antropóloga Elisete Zanlorenzi em sua tese de doutorado defendida em 1998, na USP, sobre "O mito da preguiça baiana".

'Preguiça baiana' é faceta do racismo. A famosa 'malemolência' ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de 'festa eterna'. Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. 'Quem se diverte é o turista', diz a antropóloga.

O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas, que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatório contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.
O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.

A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão??? ?). Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando-os como desqualificados, estabelecendo fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de 'proteção' dos seus empregos.
Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. 'Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil', diz Elisete. Até Caetano se contradiz quando vende uma imagem e diz: 'A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo'. Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente 'Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.'

O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América latina.

Para tirar as conclusões acerca da origem do termo 'preguiça baiana', a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas.

O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também. A única diferença é no São João (dia 24/06), que é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia). Em fevereiro (Carnaval) uma empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o número de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada). Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil). Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados 'desocupados' (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13° lugar. Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos, financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

Fonte:

Imagem:

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Abaixo a exploração religiosa


Acredito que já tenha deixado isso bem claro, mas não custa nada lembrar.

Fonte imagem: Facebook - Página Igrejas cheias, pessoas vazias https://www.facebook.com/IgrejasCheiasPessoasVazias1

terça-feira, 7 de maio de 2013

Quem perdeu com a morte do Matemático?


Me impressiona o fato de 1 ano após operação que resultou na morte deste perigoso bandido surgirem
questionamentos quanto as circunstâncias que a envolveram. Fico mais impressionado a cada dia que passa com o meu país, tão manchado com o seu "jeitinho brasileiro", aquele mesmo pelo qual os seus apreciadores fazem usufruto na intenção de quererem levar vantagem em tudo e não perder nada. Com isso me pergunto, quem saiu perdendo com a morte de Matemático? Talvez essa minha dúvida permaneça sem resposta, mas uma coisa sei, não foi o cidadão de bem cuja vida era ameaçada pela presença do individuo em questão. Alguém perdeu e muito, e aparentemente agora quer cobrar o prejuízo.
Questiona-se os recursos utilizados pela Policia, quando bem verdade é que todos os  possíveis devem ser utilizados no combate contra o tráfico de drogas sem sobretudo desprezar a segurança dos cidadãos, mas é fato inquestionável que a operação teve unicamente como resultado a morte do individuo ora citado sem perda de vidas inocentes. Porque então retornar esta historia com tanta repercussão? Porque querer influenciar a sociedade a fim de que seja contra a Policia?
A poucos dias nos EUA, dois jovens cometeram um atentado terrorista contra a vida de centenas de americanos, a Policia foi as ruas e fez o que era necessário para capturá-los resultando na morte de um e prisão do outro, o resultado foi uma moção de aplausos de pessoas que tiveram o seu direito de ir e vir cerceado por certo espaço de tempo e suas casas revistadas por beneficio comum a todos, Mas isso não é realidade aqui. Tentam fazer com que a Policia seja mal vista pela sociedade, enquanto eles em sua maioria gozam de suas imunidades diplomáticas, dominam grandes redes de comunicação, conhecem um e outro e são detentores do poder e da impunidade
Quem perdeu com a morte de Matemático?
A verdade é que a sujeira é muito grande debaixo do tapete. Praticamente é impossível a nós conhecermos o X da questão, sendo o Matemático na conta do tráfico apenas mais um, ou menos um.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"Cristãos protestam com educação" - Reinaldo Azevedo (Colunista Veja)



Duas fotos, dois protestos; um é democracia; o outro é gritaria fascistoide. Ou: O regime democrático, a forma e o conteúdo

Vejam estas duas fotos.

A primeira retrata militantes cobrando, a seu modo, a saída do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. A segunda registra o protesto pacífico e silencioso feito por um grupo de evangélicos, nesta quarta, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. Eles pedem que os condenados João Paulo Cunha e José Genoino deixem a CCJ.

E aí?
Muitos são contrários à permanência de Feliciano numa comissão. Muitos são contrários à permanência de João Paulo e Genoino na outra comissão. Muitos gostam de Chicabon. Outros preferem o sorvete que é de uva… Na democracia,respeitados os parâmetros constitucionais, a forma é mais importante do que o conteúdo. Na democracia, as pessoas divergem sobre conteúdos e concordam na forma. A alternativa é o estado da natureza, todos contra todos. “Então, sendo educadinho, tudo pode?”, pergunta o petralha anarfa. Não! Estabeleci ali o limite na oração subordinada adverbial condicional reduzida de particípio: “respeitados os parâmetros”. Para entender o que escrevo, petralhas, é preciso ficar atento às sutilezas das reduzidas de particípio! Na língua, o conteúdo é tão importante quanto a forma.

Os evangélicos disseram o que pensam.
Os evangélicos não impediram os trabalhos.
Os evangélicos se opuseram à presença dos dois condenados, mas respeitaram o Congresso, que é maior do que Feliciano, que é maior do que João Paulo e Genoino, que é maior do que os evangélicos, que é maior do que os católicos, que é maior do que os gays, que é maior do que criminosos sacramentados pela Justiça, que é maior do que as corporações de ofício, que é maior dos que as corporações de gosto…

Dá para entender a diferença entre a democracia e a bagunça fascistoide? Dá para entender a diferença entre quem é contra o que o outro pensa ou representa e se manifesta de forma pacífica e quem tenta intimidar, calar, agredir, enxotar?
Dicas e perguntas
Fiquem atentos. Será que essa manifestação silenciosa vai parar na primeira página dos jornais? Se não for, é sinal de que, entre o protesto democrático e as falanges fascistoides, os jornais escolheram a segunda alternativa, e aí é hora de você escolher melhor os jornais. Será que essa manifestação silenciosa vai parar nas televisões? Se não for, é sinal de que, entre o protesto democrático e as falanges fascistoides, as televisões escolheram a segunda alternativa, e aí é o caso de escolher melhor a TV. Mais dia, menos dia, chegará a hora de discutir o “controle da mídia”. Os meios de comunicação podem estar, também eles, escolhendo a interlocução: truculência, gritaria, xingamento, demonização do outro… ou democracia.

“Não respondo a provocação”, afirmou Genoino, segundo leio na Veja.com, ao deixar rapidamente o plenário. Provocação? Qual provocação?

Quero encerrar deixando bem claro uma coisa: eu não estou igualando as duas situações porque igualáveis elas não são. José Genoino foi condenado em última instância por corrupção ativa e formação de quadrilha. João Paulo Cunha foi condenado em última instância por corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro. Feliciano não foi condenado por nada até agora, em instância nenhuma. Concorde-se ou não com o que ele pensa, e eu não concordo, sua presença numa comissão não é afronta nenhuma à democracia. As de João Paulo e Genoino são um escárnio. Um futuro presidiário e outro que só não irá em cana porque inexistem instituições para o regime semiaberto no país julgarem a constitucionalidade e a justiça de dispositivos legais é coisa de republiqueta, de país bananeiro, de nação controlada por uma súcia.

Parabéns aos evangélicos. É assim que se faz.

Por Reinaldo Azevedo

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/duas-fotos-dois-protestos-um-e-democracia-o-outro-e-gritaria-fascistoide-ou-o-regime-democratico-a-forma-e-o-conteudo/

Tenho que simplesmente parabenizar. Parabenizar primeiro aos meus irmãos de fé que realizaram esse protesto da forma como estampavam em um cartaz; “Cristão protesta com educação”. Estes não são religiosos alienados, apenas lutam pelos princípios que defendem. Princípios estes que os conduziram na forma pacifica como se manifestaram, vindo a ser reconhecido pela sua pessoa que também parabenizo meu caro Reinaldo. Sei que não vai estar estampado nas primeiras páginas de jornais, talvez ganhe uma notinha, passe bem rapidinho em algum jornal a nível nacional, mas só em ter seu reconhecimento e o de tantos cidadãos que puderam presenciar este ato, já me deixa feliz. Grande abraço.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Turismo e Copa do Mundo, Salvador está preparada? - Por Juliana Freitas

"Quando o sistema de rotação dos continentes utilizado pela Fifa, apontou para a America do Sul, já era esperado que o país tropical,um dos maiores representativos do esporte mundial depois de 60 anos sediaria mais uma vez, a Copa do mundo e em 2016 os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos.

Recebemos a noticia com entusiasmo, com aquele toque brasileiro e aquela famosa fé que nos impulsiona a perspectiva de que tudo vai dar certo!

Uma Copa do Mundo de Futebol, além de ser um dos maiores eventos esportivos do planeta, destaca-se também por ser um dos maiores eventos que tem maior apelo midiático e maior capacidade de gerar recursos para os setores direta e indiretamente envolvidos em sua realização. Partindo desta temática é válido ressaltar que para o Brasil, a Copa de 2014 torna-se uma grande oportunidade de o país dar um salto de modernização e apresentar para o mundo não só sua capacidade de organização, como também força econômica para captar investimentos e os muitos atrativos que podem transformar o país em um dos mais importantes destinos turísticos do mundo....Turismo! Esta aí: A nossa bola da vez! Agora é a hora!...Hora de vencer desafios, afinal de contas serão muitos turistas que virão para o país.

Dentre as 12 cidades brasileiras que foram escolhidas para sediar os jogos de futebol, vamos aqui, dar ênfase a primeira capital do Brasil, famosa pela sua historia e rica cultura que envolve sabores, cores, festas e crenças que a tornam uma das maiores potentes do turismo brasileiro. A este mosaico, chamada Salvador, vamos destacar que a cidade difundida como alegre e acolhedora representa um dos maiores atrativos para os eventos esportivos que estão por vir....Mas será que esta nossa capacidade receptiva é cabível ao maior evento esportivo do mundo? Será que estamos aptos a lidar com as diversidades culturais? E quanto as acomodações?...Será que obtemos leitos suficientes para todos que virão ao Brasil assistir a Copa e os jogos olímpicos?"

Juliana Freitas
Mestre de Cerimônias do Evento A bola da vez

Essas e outras questões foram tratadas por profissionais da área turistica e hoteleira na 1ª mesa redonda de turismo e hotelaria do Instituto Federal da Bahia no dia 14 de março de 2013.

Para saber mais sobre o evento A bola da vez visite o blog e a página no facebook:
http://www.salvadoraboladavez.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/pages/A-bola-da-Vez/106089879571811?ref=hl

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Papa Bento XVI renuncia alegando saúde frágil


Por Philip Pullella
CIDADE DO VATICANO, 11 Fev (Reuters) - O papa Bento 16 surpreendeu o mundo nesta segunda-feira ao dizer que renunciará como líder da Igreja Católica em 28 de fevereiro por não ter mais as forças necessárias para realizar os deveres de seu ofício, tornando-se o primeiro pontífice desde a Idade Média a tomar tal decisão.

O papa alemão de 85 anos, visto como um herói por católicos conservadores e com suspeição por liberais, disse ter percebido que sua força se deteriorou nos últimos meses.

O porta-voz do Vaticano padre Federico Lombardi disse que o papa não está renunciando por "dificuldades no papado" e que a decisão foi uma surpresa, indicando que mesmo os auxiliares mais próximos não sabiam que ele estava para deixar o cargo. O papa não teme uma cisão na igreja após sua renúncia, disse o porta-voz.

A liderança de Bento 16 sobre 1,2 bilhão de católicos foi marcada por uma crise a respeito de abuso sexual de crianças que abalou a igreja, por um discurso que desagradou muçulmanos e por um escândalo envolvendo o vazamento de documentos privados através de seu mordomo pessoal.

Em um comunicado, o papa disse que para governar "tanto a força da mente quanto do corpo é necessária força que nos últimos meses tem se deteriorado em mim ao ponto de ter que reconhecer a minha incapacidade de realizar adequadamente o ministério que foi confiado a mim".

"Por esta razão e consciente da seriedade deste ato, em completa liberdade, eu declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor de São Pedro", disse o papa, de acordo com um comunicado do Vaticano.

Veja Reportagem Completa

Fonte: http://br.reuters.com/

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Maioria dos baianos quer distância do carnaval - Enquete Tribuna da Bahia


Toda quarta-feira de cinzas é a mesma coisa. Tristes com o fim da festa, turistas dos quatro cantos do mundo mostram-se infelizes por ter que voltar para casa, após curtir os seis dias da maior festa a céu aberto do mundo. A capital baiana parece enfeitiçar os visitantes que chegam a dizer que, se pudessem, se mudariam imediatamente para cá. Mas, para os soteropolitanos, a folia já não é mais motivo de tanta alegria, o que faz com que boa parte da população queira fugir da agitação do período, como mostra o resultado parcial de uma enquete realizada no site da Tribuna da Bahia. Nela, 83% das pessoas que responderam à pergunta “O que você vai fazer no carnaval?”, responderam que irão ficar longe da folia. 6,5% planejam pular atrás do trio elétrico, mas fora dos blocos; estes são a opção de 5,1% das pessoas, e 4,7% irão para um camarote.

Diante de a maioria esmagadora assumir querer distância dos grandes centros da festa, a reportagem da Tribuna foi às ruas saber o que mantém os soteropolitanos longe dos circuitos. Questões ligadas à religião, ao tumulto nas ruas e à violência apareceram como as principais causas. [...]


Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2013/02/maioria-dos-baianos-quer-distancia-do.html?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+criacionista+%28Criacionista%29&utm_content=FaceBook

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Tolerância por um Ângulo

Paz seja com todos!
Será que é tão difícil entender o sentido de respeito e aceitação pelo outro? O que nos faz pensar que as diferenças são pressupostos de uma motivação ódiosa?
 A tolerância passa longe de certos conceitos e comportamentos aviltantes, os quais são geradores daquilo que conhecemos por conflitos. Estes por sua vez, são a portabilidade para uma série de emoções descontroladas, que desencadeiam na geração de feridas e sofrimentos recíprocos.
É comum portanto, agredir-se com pedras e paus por professar-se uma religião diferente da do outro. Não é anormal nesse contexto, sentir-se no direito de agredir em forma oral ou textual o oriúndo de determinada região de um país. Não há problema em espancar e levar a morte aquele que adotou um comportamento sexual diverso ao padrão de naturalidade. É fácil pensar na idéia de extinguir outras raças achando que a sua é superior. Torna-se natural oferecer tratamento "condigno" com a cor da pele de cada um. Assim também é possível criar uma disputa numa mesma nação entre os que falam línguas diferentes. É simples assim, julgar e condenar os adeptos de costumes adversos, por meio de um conservadorismo exacerbado. O que dizer então, do fato de muito disto ser realizado em nome de Deus? Tudo isso é bárbaro.
A tolerância faz frente ao ódio, mas ainda assim esbarra nas idéias antagônicas dos que não compreendem que divergir não é ferir ou extirpar. É a prova de que mesmo conhecendo o caminho, ainda estamos deveras distante de compreender o amor de Deus, que através de seu filho nos ensinou a amar os outros como a nós mesmos.

Fonte imagem: http://redesuper.com.br/base_wallpaper/tolerancia/

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O triste Caminho da Igreja - Pensamento

"No início, a Igreja era uma comunidade de homens e mulheres que concentraram suas vidas no Cristo vivo. Eles tinham um relacionamento vital e pessoal com o Senhor. Isso transformou não apenas suas vidas, mas também o mundo que a rodeava. A Igreja, em seguida, mudou-se para a Grécia e tornou-se uma filosofia; em seguida, ela se mudou para Roma e tornou-se uma instituição; Ela então se mudou para a Europa e tornou-se uma cultura; Por fim, mudou-se para a América e tornou-se uma empresa.
Conseguimos ter tantas Igrejas, mas tão pouca comunhão."


Richard Halverson

Fonte imagem: Ferramentas Gospel

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Chore Comigo - Por Pr. Ricardo Gondim

Chore comigo. Precisamos nos juntar e reverter o que disfarça os processos que conspiram contra a vida. Vivemos em um mundo alheio, frio, indiferente. Para não ficarmos cara a cara com a morte lenta do planeta, das famílias, das pessoas, criamos palavras, conceitos e lógicas; meros anteparos para nosso desdém. Quando convém somos piedosos, outras vezes, inclementes. Mas, sempre em busca de justificativas.

Chore comigo. Fazemos tudo para impedir que alardeiem, em cima dos telhados, uma verdade cruel: somos fugitivos. Fugimos, sim, de admitir a nossa indiferença. Procuramos dar um ar de intelectualidade ao nosso distanciamento. Como somos rigorosos em nossas análises, desde que não precisemos sujar colarinhos bem engomados e punhos abotoados. Discussões intermináveis camuflam nossa complacência. Raiva, muxoxo, zelo, zanga, tudo para preservar-nos nas zonas de conforto.

Chore comigo. Andam bombardeando as salas de diálogo. “Cala a boca que eu tenho a razão…”, é o que mais se ouve. Somos previsíveis em nossa intolerância; donos de uma razão vaidosa. E não conseguimos esconder os sintomas dessa tosca onipotência. Nosso monólogo é afetado, o discurso, rancoroso, e o ponto de vista, intolerante. Conversar virou um exercício penoso. Odiamos sem conhecer, desmerecemos sem ouvir. Cortamos, machucamos. E mal notamos a volta do bumerangue. Quantas feridas! Um mundo onde se retribui ódio com ódio, desprezo com desprezo, frieza com frieza, merece ser chamado de inferno.

Chore comigo. Até esgotarmos nosso paiol de autodefesa, nunca experimentaremos uma nesga de liberdade. Enquanto projetarmos no outro o motivo de nossa pequenez, precisaremos nos especializar em diminuir os demais. Icemos bandeiras brancas antes que se torne necessário contemplá-las a meio pau.

Chore comigo. Acolhamos amorosamente a falibilidade humana. Sejamos compreensivos com nossas inadequações. Lembremo-nos: cada um foi criado do pó. Baixemos a guarda. Deponhamos os escudos. Algumas de nossas feridas ainda não cicatrizaram. Celebremos as dores comuns de mãos dadas.

Chore comigo. Gritemos chega. Já não resta tempo para semear desesperança. Se não podemos conviver no mesmo espaço, cedamos. Quem dará um passo para trás? O outro merece respirar. Que nosso discurso se manifeste pelo entendimento que limpezas étnicas, propostas eugênicas e ambições totalitárias só produziram carnificinas. Assim como a humanidade acabou com a paralisia infantil, vamos acabar com valas comuns, salas de torturas, movimentos persecutórios. Homossexuais, ciganos, deficientes físicos, negros, pobres ou quaisquer outras minorias (pobres, minorias?) merecem viver com a mesma dignidade que todos.

Chore comigo. Parir outro mundo nunca será indolor. Não tenhamos nosso conforto por precioso. Encarnar a regra de ouro custa caro: “Faça com o outro o que você gostaria que fizessem com você”. Caminhar uma segunda milha ao lado de gente que discordamos requer grandeza. Querer salvar a vida do proscrito antes da sua exige verdadeiro amor. Transformar o substantivo abstrato amor no verbo transitivo amar diviniza.

“Bem aventurados os que choram, pois serão consolados” Mateus 5.4.

Ricardo Gondim Rodrigues é teólogo brasileiro, presidente nacional da Assembléia de Deus Betesda, presidente doInstituto Cristão de Estudos Contemporâneos, conferencista. Tem programa de rádio e é colunista de vários veículos de comunicação. É autor premiado de vários livros e artigos polêmicos.
Fontes: 

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Comensalidade: Refazendo a humanidade - Por Leonardo Boff

"Comensalidade significa comer e beber juntos ao redor da mesma mesa. Esta é uma das referências mais ancestrais da familiariedade humana pois aí se fazem e se refazem continuamente as relações que sustentam a família. 
A mesa antes que um móvel remete a uma experiência existencial e a um rito. Ela representa o lugar privilegiado da família, da comunhão e da irmandade. Partilha-se o alimento e junto com ele, comunica-se a alegria de encontrar-se, o bem-estar sem disfarces, a comunhão direta que se traduz pela sem cerimônia dos comentários dos fatos cotidianos, das opiniões sem censura sobre os acontecimentos da crônica local, nacional e internacional.
Os alimentos são mais que coisas materiais. São sacramentos do encontro e da comunhão. O alimento é apreciado e feito assunto de comentários. A maior alegria da mãe ou da cozinheira é perceber a alegria dos comensais.
Mas importa reconhecer que a mesa é também lugar de tensões e de conflitos familiares, onde as coisas são discutidas abertamente, diferenças são explicitadas e acertos podem ser estabelecidos. Onde há também silêncios perturbadores que revelam todo um mal-estar coletivo.
A cultura contemporânea modificou de tal forma a lógica do tempo cotidiano em função do trabalho e da produtividade que enfraqueceu a referência simbólica da mesa. Esta foi reservada para os domingos ou para os momentos especiais, de festa ou de aniversário, quando os familiares e amigos se encontram. Mas, via de regra, deixou de ser o ponto de convergência permanente da família.
A mesa familiar foi substituída lamentavelmente pelo fast food que permite apenas a nutrição mas não a comensalidade...
Essa comensalidade que ontem nos fez humanos, continua ainda hoje a fazer-nos sempre de novo humanos. Por isso, importa reservar tempos para a mesa em seu sentido pleno da comensalidade e da conversação livre e desinteressada. Ela é uma das fontes permanentes de refazimento da humanidade hoje globalmente anêmica."

Leonardo Boff é um teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. É respeitado pela sua história de defesa pelas causas sociais e atualmente debate também questões ambientais.

Imagens: Google Images

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Oh, que tempos! Oh, que costumes!

Paz seja com todos!
A famosa frase de Cícero, "Mores O Tempora", muitas vezes impressa como "O Tempora! O Mores!, traduz-se por Oh, que tempos! Oh, que costumes! Não sei dizer ao certo, o que levou o filosofo e estadista romano a expressar-se deste modo em um de seus livros, sem também me ater em sua vida, apenas faço uso-fruto de sua frase para exprimir ideias pessoais de nossa contemporaneidade, que apresenta alguns "avanços" um tanto inalcançáveis a meu entendimento o qual parece não ser tão acelerado se for este o caso.
Apesar de não parecer (isso é o que dizem), estou por completar trinta anos sobre este velho mundo. Acho que meus costumes diferem de minha moderna aparência uma vez que ouço grandes sucessos da música nacional ou internacional das décadas de 80 e 90 (outros mais antigos), até clássicas e instrumentais ou mesmo as religiosas (não gosto de globalizar com "Gospel") prefiro hinos e canções inesquecíveis que costumava entoar na igreja e que para muitos são considerados antiquados e sem espaço diante das novas composições de "grandes estrelas gospel". Se falar dos filmes que já assisti, me darão mais idade do que tenho, mas definitivamente hollywood nunca mais foi a mesma. Vou ter que avançar um pouco, pois  estou falando de gostos, e não é bem isso que quero tratar.
O que definitivamente encontra-se além do meu entendimento (nada alienado como se possa pensar) é como por exemplo o romantismo de nossas músicas perdeu espaço para uma vulgaridade deprimente e de como muitas mulheres deixam denegrir-se por estas ao simplesmente curtí-las (sem precisar facebook). Fica difícil considerar isso como arte. Difícil pensar que o humor contagiante de alguns programas avançou tanto que já não posso recomendar nossas crianças a assistirem (o velho Chico me desculparia, mas a Escolinha do Professor Raimundo para o Zorra Total, até em horário de apresentação diferenciam-se).
Não é fácil conversar com alguém e perceber que de dez palavras, sete são palavrões pesados (hipérbole intencional), estes tornaram-se tão banais que já fazem parte de nossa linguagem cotidiana, acho até que já invadiram eventos formais e entrevistas de emprego. O facebook e o orkut que o diga. Me parece também, que se o vocabulário moderno continuar avançando, brevemente não haverá necessidade do uso de expressões como bom dia, boa noite, obrigado ou por favor (vocabulário?).
Porque será que cresce a violência? Pergunto então, como pode uma lei intrometer-se na criação de filhos? Tá certo que maus tratos não vale, mas daí a pouco teremos filhos que mandam nos pais com direitos assegurados em lei para isso. Como pode uma marcha que apregoa a liberação de uso da maconha ser permitida e considerada legal pelo STF? Perde-se o sentido de pelo menos o Estado continuar lutando contra as drogas, daqui a alguns dias vamos ver a marcha em favor do crack e outra aberração qualquer que surgir. Qual o valor da vida humana, se hoje mata-se ou maltrata-se sem motivação aparente? É que as condições de pena e direito a fianças também avançaram, trazendo mais praticidade ao sistema carcerário brasileiro. Não dá pra entender, ou simplesmente aceitar certas coisas.
A instituição familiar também modernizou-se, trocando seus valores. Tornou o casamento antiquado e fez do sexo liberal uma virtude. A família passa a ser então, um grupo de pessoas que podem ou não morar juntos e cujo relacionamento aparenta ser apenas o de velhos conhecidos. Oh, que tempos! Oh, que costumes!
E já escrevi mais do que costumo, pois não gosto de enfadar meus leitores, poderia continuar com minha ideias influenciadas por um sentimento nostálgico, mas paro por aqui.
E pensar que diante disso tudo, o sábio rei Salomão ainda disse que nada há novo debaixo do sol, aquilo que vemos agora já houve antes. Acho que assim posso entender Cícero.

Fonte Imagem: http://silenciosentido.blogs.sapo.pt/

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Menção e Memória - Dia do Índio

Paz seja com todos!
Aos verdadeiros proprietários deste nosso país, sobrou-lhes (mediante nada) apenas um dia comemorativo em sua homenagem. Isso após terem sua terra ocupada, suas aldeias queimadas, suas famílias abusadas e dizimadas, e se tornarem escravos pelos colonizadores europeus.
Em 1943 o presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540, estabeleceu a data comemorativa do dia do índio. A concepção hístorica da escolha do dia 19 de abril foi a realização do 1° Congresso Indigenista Interamericano em 1940. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos (também pudera).
No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Queria poder lhes entregar suas terras, suas famílias e seus valores... Apenas queria. Pelo menos posso escrever essas linhas, aproveitando esta data para fazer-lhes menção e memória.
Parabéns a todos os índios pelo vosso dia (Que situação viu).


Imagem: Google imagens

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Blogueiro Mosquito é encontrado enforcado em sua casa em SC

Paz seja com todos!
Esse camarada era um inconformado que fazia da blogagem uma voz contra a opressão dos poderosos. Ele ficou famoso com uma denúncia envolvendo um dos filhos de Sérgio Sirotsky, do Grupo RBS, que teria cometido estupro contra uma menina de 13 anos em Florianópolis (SC). O caso teve repercussão nacional sendo veiculado nos principais meios de comunicação do país.
Faço então, minhas considerações a este que fez  por meio da blogagem, uso da liberdade de expressão defendida na lei constituinte, a qual lhe fora inclusive cerceada já que seu blog encontrava-se desativado por decisão judicial


Noticia da Morte do Blogueiro
O polêmico blogueiro catarinense Amilton Alexandre, o Mosquito, foi encontrado morto dentro da sua casa na tarde desta terça-feira (13). Segundo o jornalista e blogueiro Sérgio Rubim, que divulgou a notícia, Mosquito foi encontrado enforcado em seu apartamento em Palhoça (SC). Apesar dos fortes indícios de suicídio, a polícia local garante que investigará detidamente o caso.

Mosquito era um dos mais confrontadores analistas da política catarinense e tornou-se conhecido pelo blog Tijoladas do Mosquito, onde postava denúncias e ácidas críticas. Uma de suas mais famosas denúncias envolveu um dos filhos de Sérgio Sirotsky, do Grupo RBS, que teria cometido estupro contra uma menina de 13 anos em Florianópolis (SC). No momento, seu blog encontrava-se desativado por decisão judicial, mas Mosquito seguia publicando suas críticas via Twitter.

Segundo informações do blogueiro Sérgio Rubim, o secretário de segurança de Palhoça, Walter Gruba, determinou uma apuração detalhada do caso. Por ser um personagem polêmico e visado, alguns suspeitam que o suicídio possa ter sido forjado e o blogueiro tenha sido, na verdade, vítima de assassinato. Outras informações, ainda não confirmadas, dão conta de que um mandato de prisão teria sido expedido contra Mosquito na mesma tarde em que Amilton Alexandre foi encontrado morto.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Democracia, o inimigo da Corrupção

Paz seja com todos!
Neste fim de semana realizei a prova do IFBA (Instituto Federal da Bahia), antigo CEFET, a redação teve como tema proposto: A corrupção limita o exercício da democracia no Brasil?
Sinceramente não estava tão inspirado, mas as ideias foram colocadas no papel, confira uma adaptação abaixo, saiu fraquinha mas deu pra o gasto (rsss)

"Recentemente, em um famoso jornal espanhol, um colunista afirmou não entender como no Brasil reúnem-se centenas de pessoas em uma marcha religiosa, outras centenas em uma parada gay e mais algumas numa passeata em prol da legalização do uso da maconha, e ainda assim a corrupção permaneça como um fator marcante no país. Como isto pode acontecer?
A democracia é a demonstração da vontade de um povo, ela é o meio pelo qual a corrupção pode ser vencida, representa o grande perigo para os políticos corruptos. De forma alguma nosso direito democrático enquanto cidadãos brasileiros pode ser limitado, o fato é que a corrupção continua com toda a força tendo como aliados, a ignorância de muitos e a falta de união geral.
Vários absurdos podem ser vistos, como o caso de políticos com passado maculado por escândalos sendo reeleitos, e por quem? Por uma parte do povo, que resultará em prejuízo coletivo. Um dos resultados serão os desvios de verbas públicas, os quais deveriam ser direcionados a setores relacionados aos direitos essenciais dos cidadãos, como a saúde, educação e segurança.
Posso compreender o questionamento do colunista. Se todos os que reuniram-se para um evento religioso se unissem com aqueles que se juntaram para lutar pelo respeito a sua opção sexual e aos demais que manifestaram seu pensamento relativo a liberação do uso da maconha, e por fim aos demais que não se enquadram em nenhum dos grupos citados, para combater a corrupção, podemos dizer que esta seria extinguida de nosso país. Mas onde está a voz do povo?
A força de um povo está na democracia, infelizmente a sua fraqueza é a passividade."

Fonte imagem: http://www.ocaoquefuma.com/2011/09/o-que-vale-mais-pobre-cidad.html

domingo, 20 de novembro de 2011

Consciência Negra - Um sonho possível

Paz Seja com todos!
Bendito seja este dia, o Dia Nacional da Consciência Negra. Celebrado em nosso país desde 1960, é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).
Para nossa reflexão, compartilho fragmentos do discurso do ativista Martin Luther King, Eu tenho um Sonho:
Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.
Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta...
E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho spiritual negro:

"Livre afinal, livre afinal.
Agradeço ao Deus Todo-Poderoso, nós somos livres afinal."

Fonte: http://descansodaalma.blogspot.com/2008/08/eu-tenho-um-sonho-traduo-discurso-de.html

Imagem: http://paginasdarelva.blogspot.com/2011/06/martin-luther-king-jr.html

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O que faz a vida valer a pena

Paz seja com todos!
Em meados do século XVIII, o mundo passou por um processo de transformação socioeconômico, consolidando-se como modo de produção, o capitalismo.
O sistema capitalista que domina o mundo em pleno século XXI, faz do homem seu refém, numa busca alienada por dinheiro e bens materiais. Isto não seria prejudicial se este não esquecesse, que essa seria apenas a parte de um todo, no que diz respeito a vida. 
Perguntaram, uma vez, ao multimilionário John Rockefeller, que importância em dinheiro seria capaz de fazer uma pessoa feliz. Respondeu este sabiamente: "só um pouco mais". Mas infelizmente para muitos, a busca pelo bem estar, é baseada na politica de aquisição e consumo, nada mais.
Há coisas essenciais na vida que nenhum dinheiro no mundo pode substituir, um princípio chinês representa muito bem isto quando nos afirma; O dinheiro pode comprar uma casa, mas não um lar...O dinheiro pode comprar uma cama, mas não o sono...O dinheiro pode pagar um médico, mas não a saúde...O dinheiro pode comprar sexo, mas não o amor.
Tenho presenciado a invasão capitalista nas religiões modernas, substituindo valores espirituais que a algum tempo eram referência na vida de seus membros. As mensagens de sucesso pessoal, positivismo e uma certa "prosperidade", agora são o objetivo maior que a adoração a Deus e a doutrina da salvação. Esta massa resumiu a mensagem do evangelho a isto, e não podem ser discípulos do Cristo, que em sua passagem pela Terra não teve nem onde reclinar a cabeça.
A Bíblia nos diz; "Há quem se faça rico, não tendo nada. Há quem se faça pobre, possuindo grande riqueza", isto vem nos mostrar que dinheiro e bens não é o essencial.
Deixo claro a todos, que não estou fazendo aqui, nenhuma apologia a pobreza ou a ideias políticas de esquerda. O que quero passar é que existem valores dos quais estamos perdendo, sendo estes fundamentais para uma vida plena de felicidade e portanto fazendo-se necessário resgatá-los, como o temor a Deus, o amor ao próximo, a união em família, fidelidade nas amizades, o cultivo da paz, a honestidade e a honra pessoal, dentre outros.
Lembremo-nos então, de que ao findar a vida, não vai importar quantos bens adquirimos ou quanto dinheiro juntamos, mas sim o quanto aproveitamos do tempo que tivemos para sermos felizes.
O meu desejo para todos, é que possamos viver bem, tendo muito ou pouco dinheiro, contanto que tenhamos como viver e lembrar do que é essencial para fazer a vida valer a pena.
Um abraço.

Fonte imagem: http://padom.com.br/qual-e-o-sentido-da-vida/

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Licença Creative Commons
O trabalho Na Jornada pela Vida de Marcus Bittencourt foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial 3.0 Não Adaptada.
Com base no trabalho disponível em www.marcusbittencourt.com.